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Como mudanças nas redes sociais influenciam as vendas no e-commerce

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O novo consumidor quer cada vez mais praticidade para efetuar suas compras no dia a dia. E os lojistas de e-commerce precisam tirar aproveito dessas novidades das redes sociais. Recentemente, o Facebook anunciou um pacote de alterações de grande impacto em suas plataformas. O foco: oferecer uma melhor experiência ao usuário. Porém, essas novidades atingem em cheio também as estratégias digitais das marcas, especialmente as mais ligadas ao consumo de massa. As principais mudanças são a integração dos apps de mensagem (WhatsApp, Messenger e Direct), a possibilidade de compra direta em perfis de influenciadores no Instagram (associada a outras melhorias no marketplace da plataforma) e a ocultação das informações de curtidas e visualizações nos posts.

Ao eliminar etapas na jornada de conversão, o link direto de compra facilita e agiliza o processo. Ou seja, torna o endosso dos influenciadores ainda mais efetivo. Desta forma, os influenciadores se consolidam como mais um canal a ser trabalhado na mídia de performance pelas agências. Cabe ao tempo dizer o quanto os usuários adotarão esse modelo de vendas para dimensionar de maneira real o seu potencial.

Mais mudanças

A outra grande mudança se refere às métricas de popularidade que fomentam o Instagram, os likes e as visualizações de posts e vídeos, que serão ocultadas. Essa medida dificultará o trabalho das agências na definição dos parceiros das campanhas. São elas quem refletem a popularidade, potencial de escala e engajamento de cada influenciador — que hoje estão disponíveis para qualquer um que entrar na rede social. Essa informação estará disponível agora apenas para proprietário do perfil. Assim, as agências precisarão recorrer a eles para obter essas informações. E, provavelmente, as agências terceiras que os representam também, para a tomada de decisão do influenciador ideal para suas campanhas.

Os reflexos dessas mudanças devem ser sentidos também pelos próprios influenciadores. Muitas vezes um vídeo é consumido em função do seu grande número de visualizações despertar o interesse e a curiosidade dos demais internautas, alavancando ainda mais esse conteúdo. A ocultação dessas métricas poderá impactar de maneira negativa o engajamento. Por outro lado, possibilita uma maneira mais agnóstica de avaliar a questão da relevância real dos conteúdos publicados. Esse novo modelo pode fomentar também uma produção sem a pressão pela obtenção de KPI’s de popularidade. Ou seja, sem a necessidade de criação e publicação de conteúdos sob a ótica do que mais vai gerar likes ou visualizações.

A integração das ferramentas de comunicação, por sua vez, irá gerar maior fluidez na navegação dos usuários entre as plataformas. Fomentará o uso compartilhado e trará melhor gestão de dados para os anunciantes e agências de publicidade. Vamos acessar, promover e gerar ainda mais insights para as marcas. As três plataformas de mensagem serão consideradas dentro de um mesmo guarda-chuva. Vão enriquecer ainda mais as estratégias digitais dos anunciantes, monetizando, por meio da publicidade, os investimentos e aquisições realizadas pelo Facebook nos últimos anos.

Segundo dados da empresa Compre&Confie, a projeção das vendas para 2019 no Brasil é de R$ 74,8 bilhões — montante 21% maior que o visto em 2018. Ao todo devem ser 174 milhões de pedidos. Nos primeiros três meses do ano, as compras pela internet cresceram 23% e somaram R$ 17 bilhões. Nesse processo de adaptação existem dois pontos que precisam de atenção. Como os internautas vão reagir à essa nova dinâmica de interação? Pode haver alguma dúvida ou rejeição? Ficam as perguntas no ar.

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