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A era das promoções de férias nos EUA está morta – e a Black Friday também

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Menos americanos planejavam comprar na Black Friday em 2018 do que antes, já que os consumidores se acostumaram a grandes descontos durante o ano inteiro.

35% por cento dos consumidores que planejam comprar durante a semana de Ação de Graças dizem que vão fazê-lo na Black Friday, percentual abaixo dos 51% em 2016 e 59% no ano anterior, de acordo com pesquisa da PwC.

“A Black Friday perdeu o seu significado”, disse Steven J. Barr, líder dos mercados de consumo da PwC. “Os varejistas condicionaram o consumidor a acreditar que tudo está à venda todos os dias, o que significa que os negócios na Black Friday não são significativamente diferentes de qualquer outro momento”, ponderou.

A mudança ocorre na forma que varejistas – e compradores – tratam a temporada de compras de férias como mais uma maratona de uma semana do que um “sprint” de um dia.

Os descontos sazonais tornaram-se mais espalhados, tanto nas lojas quanto no online, já que os internautas exigem preços mais baixos e maior conveniência, o que significa que o frenesi da Black Friday não é tão pronunciado quanto antes.

“Mais feriados durante todo o ano – incluindo alguns feriados gerados pelos varejistas – significam mais oportunidades de descontos e promoções”, afirmou o relatório PwC. “Consequentemente, o declínio da Black Friday não é nenhuma novidade. Especialmente dos seus dias de glória que anunciaram o início da temporada de compras de férias na loja.”

Barr acrescentou que os varejistas estão reduzindo os preços ao longo do ano. Pegue, por exemplo, o Prime Day, muito estimulado pela Amazon, no qual a empresa diz que gerou mais dinheiro do que durante Black Friday e Cyber Monday no ano passado.

A empresa não ofereceu detalhes, mas disse que “dezenas de milhões” de seus membros Prime, que pagam uma taxa anual de US$ 99 pelo programa de fidelidade, fizeram uma compra naquele dia. (Jeffrey P. Bezos, fundador e diretor executivo da Amazon, é dono da The Washington Post.)

No total, os americanos devem gastar cerca de US$ 680 bilhões nesta temporada de férias, marcando um aumento de 3,6% a 4% em relação aos US$ 655,8 bilhões do ano passado, de acordo com estimativas divulgadas na terça-feira pela Federação Nacional de Varejo.

Esses números concordam com o crescimento de 3,6% no ano passado nas despesas de férias.

“A combinação de criação de emprego, salários melhorados, inflação doméstica e aumento do patrimônio líquido proporcionam a capacidade e a confiança para gastar”, afirmou Jack Kleinhenz, economista-chefe do grupo de lobby.

Mesmo quando os consumidores gastam mais, a participação na Black Friday diminuiu constantemente nas lojas e na internet. No ano passado, por exemplo, 154 milhões de americanos compraram durante o fim de semana de Ação de Graças, marcando um declínio de 32% em relação a 226 milhões de pessoas em 2011, de acordo com a Federação Nacional de Varejo.

“O consumidor aprendeu que, mesmo que não consiga comprar na Black Friday, ele ainda fara compras nas próximas semanas”, disse Barr. “Não há mais urgência”.

E mesmo aqueles que querem comprar estão cada vez mais fazendo isso no conforto de suas casas. Entre aqueles que planejam adquirir um produto na Black Friday, cerca de 30% dizem que irão comprar exclusivamente online, em comparação com os 19% que planejam gastar nas lojas físicas, de acordo com dados da PwC.

Como resultado, vários grandes varejistas, incluindo o Home Depot, IKEA e Office Depot, dizem que permanecerão fechados no dia de Ação de Graças. Outros, como o REI, deram um passo adiante fechando as lojas na Black Friday. “Enquanto o resto do mundo está lutando pelos corredores, esperamos vê-lo ao ar livre”, disse a empresa ao anunciar sua nova política.

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