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PRODUTOS E SERVIÇOS PARA IDOSOS FORMAM UM MERCADO CRESCENTE

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“Jovens” com mais de 50 anos: de invisíveis a protagonistas

A sociedade envelhece rapidamente — isso quer dizer que cada companhia vai ter uma parcela maior de profissionais e de clientes maduros. Sua empresa já percebeu isso?

Projeto desenvolve jogos de computador para estimular a cognição entre idosos (Foto: Reprodução TV Brasil)

O que é, o que é: está em toda parte, mas ainda é invisível; possui enorme poder de consumo, mas é ignorado pela publicidade; tem conhecimento, inteligência emocional, comprometimento e experiência, mas não é  valorizado no mercado de trabalho? Estou me referindo aos “jovens” com 50 anos ou mais — jovens porque muitos ainda vão viver até os 100 anos.

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Apesar do recente estudo “Oldiversity” do Grupo Croma comprovar que as empresas genuinamente envolvidas com o tema longevidade obtêm relevante impacto positivo na preferência do cliente, as marcas ainda engatinham: a tese de Doutorado da professora de publicidade Christiane Machado, da Universidade Positivo, concluiu que os idosos aparecem em menos de 3% das propagandas e, em muitos desses casos, de maneira estereotipada. Outro trabalho, realizado pelo blog Beleza na Melhor Idade, que consultou mulheres com 60 anos ou mais, constatou que 60% delas não se sentem representadas pela mídia.

 

São exemplos que ilustram o enorme vácuo da Economia da Longevidade (expressão difundida pela ONG multinacional AARP, que luta pelo envelhecimento com qualidade de vida). Há carência de uma comunicação inclusiva que contemple desde um posicionamento institucional pertinente até a indispensável empatia para cativar esses consumidores. E, igualmente, faltam estratégias específicas que englobem uma atrativa jornada de compras e o oferecimento de produtos e serviços voltados às crescentes e peculiares demandas desse grupo.

Aqueles que já detectaram oportunidades vêm colecionando êxitos e multiplicando usuários, como as startups ISGame, Euvô e Gero360. Começam a surgir novidades, como marketplaces exclusivos, roteiros de viagens inclusivas, serviços de biografias que eternizam o legado e espaços arquitetônicos idealizados especificamente para este segmento.

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Mas a maioria dos empreendedores e grandes empresas ainda age como se ignorasse o potencial estimado da “Revolução prateada”.

Há iniciativas a respeito em grandes empresas de tecnologia da informação, como Alphabet, Amazon, Apple, Facebook e Microsoft; e também entre as startups apelidadas de “agetechs” (atuantes na interseção da longevidade com a tecnologia). De acordo com o investidor Dominic Endicott, da Nauta Capital, um dos principais especialistas na área, esse grupo trabalha em quatro frentes: 1) os serviços adquiridos diretamente pelo público maduro; 2) os pagos por terceiros, mas dirigidos aos mais velhos; 3) os negociados de forma intergeracional; e 4) os que buscam a extensão da vida com qualidade.

Os defensores do “Aging in Place – por exemplo, acreditam que a expectativa de vida é maior quando o idoso continua em sua própria residência, em um ambiente familiar e com autonomia, em vez de ficar com os filhos ou numa instituição. Empresas em diferentes países estudam como digitalizar residências por meio de sensores, I.A. e uso de drones, para avaliar o risco de quedas acidentais de idosos, prevenir esses acidentes e, caso aconteçam, oferecer socorro rapidamente.

Ainda na linha da prevenção, a britânica Medicalchain – começa a usar o blockchain num serviço para que o usuário tenha seu prontuário de saúde sempre atualizado.

 

Já a PillPack – envia para o usuário os remédios que precisa tomar, devidamente separados em saquinhos com o dia e a hora em que devem ser ingeridos, tudo de forma segura, on-line e automatizada.

Osupermercado alemão Kaiser’s –  inaugurou o “Generation Market”, em Berlim, uma loja personalizada para atender às necessidades da população 60+. Nela, os corredores são mais amplos, existem botões de ajuda instalados nas gôndolas, trilhos antiderrapantes no chão, óculos que ampliam o preço dos produtos e até carrinhos com espaço para descanso.

A Pantene – optou pelo caminho do empoderamento e criou a campanha #PowerofGrey, que incentiva homens e mulheres a celebrarem seus cabelos grisalhos naturais, rechaçando crenças e preconceitos. Um estudo encomendado pela empresa revelou que 80% dos britânicos têm cabelos grisalhos, mas dois em cada cinco deles pintam porque se sentem menos confiantes. As percepções diferem entre os sexos, com 35% dos entrevistados concordando que “a sociedade aceita mais homens grisalhos do que mulheres”.

Atuar com conceitos humanizados e oferecer experiências intuitivas, por meio de tecnologia, inclusive com análises preditivas para detectar interesses e comportamentos, exigem consciência empresarial e alto grau de complexidade. O atendimento personalizado é outro desafio: as marcas devem se envolver com as histórias dos clientes, proporcionar acolhimento e criar vínculos de confiança. Para muitos, sobretudo para os que vivem sozinhos, a visita àquele estabelecimento é um momento para conversar e passar o tempo.

 

 

 

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