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Quem faz sua roupa? Nasce o 1º índice de transparência da moda no Brasil

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Ninguém quer comprar roupa feita em condição indigna de trabalho e poluidora, porém, não há informação disponível suficiente sobre as roupas que usamos

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Transparência: artesã com placa do movimento Fashion Revolution. (Fashion Revolution Brasil/Divulgação)

São Paulo – Em abril de 2013, um prédio onde funcionava uma fábrica de tecidos em Bangladesh e que produzia roupas e acessórios para um punhado de marcas populares incluindo Walmart, H&M, Zara e Primark foi ao chão, matando mais de mil pessoas e ferindo outras 2500.

A tragédia do Rana Plaza revelou não apenas o descumprimento de normas básicas de segurança, mas também o lado obscuro da indústria da moda, servindo de estopim para o surgimento de um apelo global por mais ética e transparência no setor, movimento capitaneado pela ONG internacional Fashion Revolution.

Com o objetivo de mostrar iniciativas de boas práticas na cadeia de fornecimento da moda e demandar maior responsabilidade socioambiental das empresas do setor, a Fashion Revolution divulga anualmente desde 2016 um índice de transparência (Fashion Transparency Index) que analisa dezenas de varejistas e os classifica em cinco áreas-chave: política e compromissos, governança, rastreabilidade, “know, show e fix” (capacidade de identificar e responder aos problemas da cadeia) e questões emergentes.

O objetivo é esclarecer as políticas e práticas de cada empresa para ver o quão transparentes elas são com seus clientes e stakeholders sobre materiais e mão de obra. E o Brasil não ficou de fora. Nesta quinta-feira (11), foi lançado o primeiro índice de transparência voltado para marcas que atuam por aqui. O objetivo é saber como elas estão comunicando ao público sobre suas práticas nas cadeias produtivas e incentivar uma maior prestação de contas em relação aos impactos socioambientais do setor.

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